Depois do regresso, vou começar aqui o relato da viagem em retrospectiva já que durante a viagem em si não foi possível manter o blog actualizado. As fotos em breve estarão todas no picasa. Vou basear-me no diário de viagem que mantive durante os 25 dias, um moleskine que ainda cheira levemente a peixe depois de um banho no autocarro (depois explico melhor).
Em breve, não percam o primeiro episódio da saga do sudeste asiático, 25 dias e quatro países.
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
sexta-feira, 24 de Julho de 2009
Cambodja
E muito complicado vir aqui relatar a viagem ate agora, primeiro porque o teclado nao tem acentos e segundo porque foi tudo tao intenso que tinha de escrever durante muitas horas. Indo ao essencial, Angkor Wat e' tudo o que dizem ser e muito mais. E' magico, e' incrivel, e' virgem, e nao deixa ninguem indiferente a tanta beleza. Depois de Angkor seguimos para Phnom Penn, a capital do Cambodja, onde o ponto alto foi ver o museu de Tuol Sleng, antiga escola primaria que foi transformada pelo Khmer Rouge num centro de interrogatorios. Foi um passeio muito pesado mas muito necessario para compreender o que se passou no Cambodja, que ainda e' para muitos de nos uma realidade desconhecida.
No dia seguinte foi dia de cruzeiro pelo Mekong. O rio e' para as pessoas que moram nas margens, nao so a sua forma de sustento mas algo que lhes molda completamente a existencia. A vida corre devagar, e a simplicidade e o calor que transmitem e' espectacular. Depois passar a fronteira para o vietnam e de uma noite numa cidade portuaria, Chau Doc, andamos mais um pouco de barco e seguimos de autocarro para Saigao, no Vietnam. E' aqui que me encontro agora e amanha devemos comecar a subir a costa do vietnam parando em algumas cidades ate chegar a Hanoi.
Tem sido fabuloso, tudo aquilo que eu esperava, o que so me da pena de nao poder ficar mais tempo e gozar tudo com mais calma.
No dia seguinte foi dia de cruzeiro pelo Mekong. O rio e' para as pessoas que moram nas margens, nao so a sua forma de sustento mas algo que lhes molda completamente a existencia. A vida corre devagar, e a simplicidade e o calor que transmitem e' espectacular. Depois passar a fronteira para o vietnam e de uma noite numa cidade portuaria, Chau Doc, andamos mais um pouco de barco e seguimos de autocarro para Saigao, no Vietnam. E' aqui que me encontro agora e amanha devemos comecar a subir a costa do vietnam parando em algumas cidades ate chegar a Hanoi.
Tem sido fabuloso, tudo aquilo que eu esperava, o que so me da pena de nao poder ficar mais tempo e gozar tudo com mais calma.
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
De partida
Parto já amanhã para a GRANDE VIAGEM. Vou tentar ir arranjando net para mandar notícias mas por enquanto é tempo de fazer os últimos preparativos, (comprei uma ventoinha portátil (!!!)), despedir-me de toda a gente que já não vai estar em Macau quando regressar e preparar-me mentalmente para o que nos espera (principalmente o calor, a possível chuva, e uma mochila que meio cheia já pesa mais do que deveria).
Primeira paragem: Angkor Wat, Cambodja, depois de uma noite passada no aeroporto de Kuala Lumpur. É o início daquela que vai ser a maior viagem que fiz até hoje.
Primeira paragem: Angkor Wat, Cambodja, depois de uma noite passada no aeroporto de Kuala Lumpur. É o início daquela que vai ser a maior viagem que fiz até hoje.
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
E agora?

Vem aí um tufão.... que deve chegar no fim-de-semana, altura em que eu queria estar a apanhar o belo do avião para ir para a Malásia. Se o tufão mantiver a rota prevista muito possivelmente o meu voo terá de ser adiado.
Isto começa bem.
Só espero que, como tem acontecido, o tufão à última da hora fique quietinho onde está ou mude de opinião e vá chatear o pessoal para outro sítio qualquer.... please pleaseeeeeee
segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Querem vir?

O percurso está finalizado: voamos daqui para Kuala Lumpur e de lá para Siem Reap, no Cambodja, cidade de Angkor Vat. Depois disso seguimos para Phnom Pen ainda no Cambodja, descemos o delta do rio Mekong de barco e atravessamos a fronteira para o Vietnam, até Ho Chin Min. Aí iniciamos a viagem para o Norte do vietnam, de comboio e sempre junto ao mar.
Paramos em Da Nang e talvez em mais sitios (porque a viagem de uma só vez é para campiões e nós somos umas meninas) e chegamos a Hanoi, norte do Vietnam. Daí voamos para Luang Praban, no norte do Laos (porque as estradas são medonhas, demora-se quase dias e para piorar vamos na altura das chuvas).
Damos mais umas voltas no Laos (ainda não sabemos bem por onde) e voamos para Chian Mai na Tailândia. Aí apanhamos um comboio nocturno para Bangkok (daqueles com camas e um calor infernal e sabe-se lá mais o quê). Se chegarmos a tempo, vamos a Full Moon Party em Koh panham no sul da Tailandia.
25 dias, 4 países. Só espero que não chova o caminho todo (tudo a fazer a dança da não-chuva sff)
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
A grande epopeia
E, assim de repente, está quase a acabar. Logo agora que começava a sentir-me menos turista, que ja sabia o nome de dois ou três restaurantes e quatro ou cinco pratos em chinês, vou voltar para a galinha com amêndoas e o facilitismo de uma linha de metro. Passou rápido demais, foi curto demais e, se demorou a assentar a ideia que vinha, a de voltar ainda não caiu em mim.
Mas agora a grande aventura, na qual estou a pensar quase desde que aqui cheguei vai começar: a viagem final (ou a GRANDE VIAGEM, porque assim parece mais fixe). Vão ser 25 dias de mochila às costas, debaixo de um sol que se prevê abrasador, de chuvas tropicais e a tentar afastar os mosquitos da malária. Vamos dormir em sitios badalhocos, comer coisas inomináveis e tomar poucos banhos (espectacular hein?). Se tivermos sorte vemos uns quantos sítios incríveis (entre eles Angkor Wat), conhecemos uns locals e acabamos nas praias da tailândia com a única preocupação de obter um bronze uniforme.
Quando o percurso estiver finalizado eu publico, por enquanto só sabemos que queremos ir ao Vietnam, Cambodja, Laos e Tailândia. Os preparativos estão a ser feitos meio à pressa, na incerteza do que devemos ou não levar, do que é supérfluo ou nos vai fazer uma falta desgraçada. Eu, claro, acho que tudo vai fazer falta e por isso tratei de me abastecer com suficientes comprimidos para problemas digestivos, repelente (em patches e spray), bálsamo tigre (aconselham vivamente no lonely planet) desodorizantes, toalhitas e até perfume (por mais que me digam que um backpacker não usa perfume).
E agora, só para meter um bocadinho de inveja:

Angkor Wat (Cambodja)
Mas agora a grande aventura, na qual estou a pensar quase desde que aqui cheguei vai começar: a viagem final (ou a GRANDE VIAGEM, porque assim parece mais fixe). Vão ser 25 dias de mochila às costas, debaixo de um sol que se prevê abrasador, de chuvas tropicais e a tentar afastar os mosquitos da malária. Vamos dormir em sitios badalhocos, comer coisas inomináveis e tomar poucos banhos (espectacular hein?). Se tivermos sorte vemos uns quantos sítios incríveis (entre eles Angkor Wat), conhecemos uns locals e acabamos nas praias da tailândia com a única preocupação de obter um bronze uniforme.
Quando o percurso estiver finalizado eu publico, por enquanto só sabemos que queremos ir ao Vietnam, Cambodja, Laos e Tailândia. Os preparativos estão a ser feitos meio à pressa, na incerteza do que devemos ou não levar, do que é supérfluo ou nos vai fazer uma falta desgraçada. Eu, claro, acho que tudo vai fazer falta e por isso tratei de me abastecer com suficientes comprimidos para problemas digestivos, repelente (em patches e spray), bálsamo tigre (aconselham vivamente no lonely planet) desodorizantes, toalhitas e até perfume (por mais que me digam que um backpacker não usa perfume).
E agora, só para meter um bocadinho de inveja:

Angkor Wat (Cambodja)
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Karaoke night
Fomos experimentar outro dos hábitos chineses: fomos a um Karaoke ou KTV. Não é tanto o karaoke que é culturalmente estranho (as vendas do sing star para a playstation bem mostram que todos nós achamos que noutra vida fomos as britneys deste mundo) mas sim o facto de a noite para eles ser só mesmo aquilo - depois do karaoke é xixi cama.
Nós fomos ao Karaoke porque uma amiga nossa ia mudar de trabalho e por isso os colegas fizeram-lhe uma festa de despedida no karaoke. Por isso nós juntámo-nos à festa. Por isso tivémos a oportunidade de partilhar os nossos dotes artísticos com um grupo de Chineses super animados, muito diferentes da imagem que tinhamos deles.
Foi cantoria, foram jogos de dados, foram muitas músicas chinesas de teor altamente romântico-depressivo num estilo que nos pareceu "eu já ouvi isto em qualquer lado". Lá pelo meio aparecia uma Mariah Carrey, um YMCA e outras músicas que nos deram a nós uma hipótese de brilhar. Claro que os chineses não ficaram nada impressionados e eventualmente a proporção músicas chinesas/ocidentais tendeu naturalmente para o lado deles, e ainda bem (embora alguns de nós tenhamos tentado cantar músicas chinesas).
Ficámos fãs e havemos de lá voltar!


Nós fomos ao Karaoke porque uma amiga nossa ia mudar de trabalho e por isso os colegas fizeram-lhe uma festa de despedida no karaoke. Por isso nós juntámo-nos à festa. Por isso tivémos a oportunidade de partilhar os nossos dotes artísticos com um grupo de Chineses super animados, muito diferentes da imagem que tinhamos deles.
Foi cantoria, foram jogos de dados, foram muitas músicas chinesas de teor altamente romântico-depressivo num estilo que nos pareceu "eu já ouvi isto em qualquer lado". Lá pelo meio aparecia uma Mariah Carrey, um YMCA e outras músicas que nos deram a nós uma hipótese de brilhar. Claro que os chineses não ficaram nada impressionados e eventualmente a proporção músicas chinesas/ocidentais tendeu naturalmente para o lado deles, e ainda bem (embora alguns de nós tenhamos tentado cantar músicas chinesas).
Ficámos fãs e havemos de lá voltar!
Subscrever:
Mensagens (Atom)