sexta-feira, 15 de abril de 2011

De Coffs Harbour a Bateman's bay


Para se irem orientando

No dia que deixámos Byron Bay o tempo estava esquisito meio com sol, meio a chover. Este é o sinal para nos pormos a andar que é verão e o que nós queremos é muito sol e escaldões australianos. Por isso fomos para Coffs Harbour, onde chegámos perto do final da tarde. A cumprir o ritual de limpeza diário (sim porque somos campistas mas não somos hippies) tomámos um flash-banho nos chuveiros da praia, a lutar contra o tempo antes que fique noite e que o vento nos tire a coragem do banho. São sempre momentos engraçados, nós de bikini, o Miguel de calções de banho, cheios de shampô no cabelo, a saltitar de frio debaixo da àgua geralmente fria e depois correr até à carrinha, toca a vestir muito rápico, num exercício de coordenação, entre malas, sapatos, sacos de pão e cremes solares.



 Acordar em Coffs Harbour


De banho tomado começamos outra saga: fazer o jantar. Na verdade, tudo na Juicy é uma saga: fazer as camas, que inclui levantar a tenda lá de cima, tirar os lençóis, por as malas na frente, empurrar os bancos, puxar a cama, "faz força que isso vai lá!" por os lençóis e finalmente dormir. De manhã é o processo inverso. Fazer o jantar involve também mexer malas já que metade habitava na nossa cozinha.

Estamos nós a fazer o jantar quando aparecem dois locals mais um cão que vivem em duas carrinhas, mais ou menos como nós só que não estão de férias. Juntou-se mais uma Jucy com duas inglesas e fizemos um rendez-vous ali no parque de estacionamento, nas nossas cadeiras de campismo. O uncle Jeff e o Uncle ross (os locals) indicaram-nos então um sitio onde dormir sem sermos incomodados pelas autoridades. Dormimos numa bela encosta com vista para o mar. Nessa manhã fomos testar a praia de Coffs Harbour e nada convencidos pusémo-nos a andar para Crescent Head, supostamente a capital do longboarding na Austrália.



crescent head

Crescent Head parece um grande parque de campismo, estilo Costa da Caparica mas como estamos na Austrália acampar é fixe e parques de campismo não é brega, é tipo soltroia. Depois do habitual jantar ao luar, percebemos que não iamos poder ficar ali pelo que se decide ir para Palmers Point, um outro parque ali ao pé. Tão ao pé que demoramos uma hora a encontrar o sitio, no meio de estradas de terra batida, enquanto eu dormia alegremente lá atrás. Invadimos um parque e ali dormimos ao som das ondas. Como entrámos à socapa no parque, no dia seguinte tivemos de fugir, dois a pé e dois na carrinha (para o caso de sermos apanhados só estavam 2 no carro).

O parque em crescent head

A fuga foi um sucesso e a sentir-mo-nos mais ciganos que nunca fomos a caminho de Port Macquarie não sem antes passar o dia numa praia deserta chamada Queen's Head onde todos apanhámos um escaldão daqueles. Chegamos a Port Macquarie e fomos à procura do habitual: um chuveiro e um sítio para parar. Port Macquarie fica no topo de uma formação rochosa pelo que para aceder a qualquer praia tem de se descer por umas estradas que acabam num mini parque de estacionamento. Como todas as praias eram assim percebemos que não poderíamos lá ficar e acabamos a dormir no parque do YHA. Fomos sair à noite e... e mais valia não termos ido que foi o medo: gente estranha a dançar ao som de musica estranha, num ambiente....estranho.

Queen's Head

No dia seguinte como estavamos no hostel fizémos TORRADAS! coisa que naquele momento nos pareceu um luxo e fomos visitar o hospital dos koalas (eu em grande expectativa porque estou aqui há sei lá quanto tempo e ainda não vi um koala). Se achávamos que iamos poder pegar nos koalas iamos bem enganados: só os vimos a dormir encostados às árvores e o único entretenimento era ler os relatos horríveis do que lhes aconteceu e ver as imagens ainda piores. Mas foi nesse dia que adoptámos o Barry, um koala de peluche que foi a nossa contribuição para o hospital e que nos acompanhou no resto da viagem. Com o Barry a bordo fomos até Seal Rocks, mais um acampamento à beira-mar. Fomos até ao parque Yagon para dormir por lá e ainda passámos umas boas horas na praia deserta do parque nacional. Nessa noite, como de costume, alguém falou no backpacker e eu dormi mal. Acordámos com os rangers a pedirem-nos dinheiro mas safámo-nos e pagámos só por duas pessoas.


Seal Rocks
Yogan park

Chegamos a Port Stephens por volta da hora de almoço e como o Miguel já tinha lá estado levou-nos até um restaurante de peixe (o luxo!!!!). Fomos ver a praia, uma baía de areia enorme, que se liga a uma pequena ilha através de um banco de areia que fica submerso durante a maré cheia. Depois de um bocado na praia acabamos a fazer o jantar e a dormir num parque à beira da estrada ao lado de umas casas de banho mal cheirosas. Mas como havia outras carrinhas lá paradas sentimo-nos seguros. Acordámos sobressaltados com o barulho do camião que limpa as casas de banho (nós a achar que desta é que iamos ser presos). Fomos até a uma das praias para fazermos o famoso sandsurf, do qual poucos registos fotográficos existem (eu depois explico). O sandsurf foi fabuloso: começámos por experimentar sentados mas depois já desciamos de pé, sem grandes acrobacias que as pranchas não tinham footstreps.

Sandsurfing


Fingal bay - port stephens

Depois do sandsurfing começamos a guiar para o interior numa incursão cujo objectivo era fazer um bypass a Sydney e ir a Canberra. Nessa primeira noite acabámos a dormir em Taralga, uma povoação de 300 habitantes (mas com um pub), a cerca de 180km de Sydney. No dia seguinte fomos beber café e não é que Taralga (pela qual me apaixonei imediatamente) tinha NESPRESSO!!! Ganhámos logo o dia. Fomos depois às Wombeyan Caves, umas grutas perto de Taralga e pusemo-nos a caminho de Canberra que era o dia da Austrália e nós achámos que, se havia dia para lá ir era sem dúvida no dia da Austrália.

 Taralga

Wombeyan Caves

Chegamos a Canberra e está um calor que não se pode. Como estávamos no parque de campismo (desta vez a pagar) aproveitámos e lavamos roupa, fomos à piscina, enfim essas coisas fixes. Para o final da tarde lá fomos ver essa grande festa do Australian Day. Bom, gostava que houvesse muito a relatar, mas não há: as comemorações eram uma regata de barcos a remo, meia dúzia de tendas e tá feito. Canberra estava meia deserta, ao que parece toda a gente foge da capital assim que pode. A capital da Austrália é uma cidade que foi encomendada: como Sydney e Melbourne não se entendiam sobre qual devia ser a capital, criou-se uma capital, no meio do nada, sem mar e sem graça e que parece uma construção soviética só que com mais bom gosto. Detestei Canberra e não volto lá mais.

No dia seguinte desiludidos com a noite anterior fomos ainda dar uma volta pela cidade a ver um ou outro monumento já que de certeza que nunca iríamos voltar. Continuámos pouco impressionados e por isso fomos a caminho de Jervis Bay, de novo para a costa.

Chegámos a meio da tarde, fomos a um café e paramos perto do centro da vila (que em si é apenas uma rua). Fomos ao pub que ficava ali no nosso quintal, jogámos bilhar (fiquei profissional nestas férias) e voltámos para casa.
Camp ground em Jervis Bay

Hyans Beach

Nessa noite dormimos sossegados e sem interrupções. No dia seguinte o tempo não prometia e por isso ficámos a preguiçar na vila, a beber cappuccinos e a ler os jornais. Mas, como o chamamento da praia é sempre mais alto, fomos até Hyans Beach que reclamava o título da praia mais branca da Austrália (há muitas praias aqui a reclamar esse título). Como o tempo não estava bom fomos até Pebbly Beach, onde estivemos em comunhão com a Natureza, os papagaios e os cangurus. Pude finalmente riscar da lista de coisas a fazer na Austrália dar festinhas a cangurus (e ser mordida por papagaios).




 Pebbly Beach








Completamente felicíssimos da vida depois do encontro com o wildlife australiano pensámos ficar por lá a dormir mas o preço não era muito convidativo a somar ao facto de que não tinha chuveiros com àgua quente. Por isso guiámos até Bateman's Bay onde encontrámos o primeiro parque onde podíamos efectivamente acampar de graça. Espectacular. Sem tomar banho (o que foi menos comum do que se possa imaginar) fizemos um BBQ e depois fomos sair para um bar/casino/club onde conhecemos mais personagens australianas (É reconfortante saber que até na Austrália o countryside é sempre cenário de pessoas peculiares.)

Voltámos para o nosso spot meio apreensivos porque durante a tarde tinhamos visto um gang de miúdos lá no parque e não sabiamos se era seguro lá ficar. Mas arriscámos e não houve problema.

Ainda faltam 8 dias para chegar a Melbourne, e ainda vamos a Narooma, Merimbula, Mallacoota, Lakes Entrance, Wilsons Promontory e Phillip's Island.  No próximo post.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Começa a viagem

São 4 da manhã, tentei dormir uma hora mas não consegui. O meu quarto estava vazio de roupas e tralhas, a carpete limpa como nunca esteve. São 4 da manhã e toca o despertador, estava na hora de partirmos para Brisbane. Malas no táxi, pranchas atravessadas e no meio do cansaço reinava uma atmosfera de entusiasmo mas também de medo: iamos para o meio das recentes cheias em Queensland, sem certezas de que conseguiríamos aterrar ou apanhar a carrinha.

Aterramos em Brisbane e vamos buscar a nossa Jucy e só aí nos permitimos rir de alívio: começava agora um mês e meio de aventura na estrada. Ahhh, a nossa Jucy: uma carrinha a achar-se campervan, verde alface e roxa, com uma tenda por cima onde era suposto dormirem duas pessoas.

Deixámos Brisbane para trás e fizémo-nos a estrada. A primeira paragem foi Surfers Paradise onde parámos em frente à praia. Testamos o fogão, explorámos a despensa, as panelas, os pratos, os talheres, sinto-me de repente a brincar às casinhas: tudo tem de estar no seu lugar senão não há espaço para nada, só temos uma panela que mal dá para cozinhar para todos. Nessa noite somos acordados as 3 da manhã pelos rangers que nos ameaçam com uma multa por estarmos a dormir em terreno público. Num misto de medo e cansaço paramos a carrinha noutro sítio e dormimos todos cá em baixo, apertados e a morrer de calor.

A fazer o jantar - surfers paradise


Os dois dias seguintes foram passados na pura indulgência: fomos pela costa até Coolangatta ter com a Catarina, fizémos praia, muuuuuuuuita praia, em Kirra, em Rainbow bay, surfámos um pouco e comemos sandes de atum. O Miguel surfou também e teve o seu baptismo no encontro com as rochas: em Rainbow Bay, num dia com correntes fortes o Miguel deixa-se levar e quando dou por mim estou eu a correr feita Baywatch girl (hã hã) para o resgatar. A prancha saiu com umas mossas e o Miguel saiu mais surfista. Nesses dois dias fizemos da praia palco de pequenos-almoços de muesli e iogurte (atenção!) jantares de massa (invariavelmente) e foi aí que começámos verdadeiramente a apreciar a nossa sorte por ainda ter mais de um mês daquela vida.

kirra beach


Rainbow bay


Rainbow bay

Ao que parece por essa altura achámos que a vida não era só praia e então fomos na "granda Jucy" (frase que ensinámos a Fanny a dizer) até Ninbim, a pequena Amesterdão da Austrália, um grande monumento à marijuana, aos hippies e ao não fazer nada. Ninbim não impressiona, mete pena: é uma rua ladeada com lojas de indumentária hippie, um museu que é de novo uma ode à erva e pessoas de todas as idades mais ou menos drogadas. A meio do passeio, à porta do museu, ouvimos esta conversa entre dois velhotes que claramente nunca quiseram deixar os anos 60 para trás:

- This is all a conspiracy....
- Oh, yeah
- Roll me another joint and I'll tell you all about it.

Ninbim


Almoçámos por lá e pusémo-nos a caminho das Minyon Falls, umas cataratas mais para o interior. Foi essa a nossa primeira noite das muitas que se seguiram no meio do bush. Dormir no meio do bush é, para mim, que nunca acampei, uma experiência nova: são os bichos, a falta de luz, as casas de banho químicas, daquelas dos festivais, a somar à história do backpacker. A história do backpacker perseguiu-nos a viagem inteira: bastava pormos o pé fora da civilização e alguém trazia a baila a história do serial killer que matou uma data de backpackers na Austrália e que até virou filme (Wolf Creek). Abreviação - o backpacker. Bom, falar no backpacker quando se está no meio do bush rodeado de arvores de 20 metros e sem rede, não é boa ideia. É tão má ideia que nessa noite jantámos dentro da carrinha e vimos um filme para adormecer.

 Trekking



Minyon Falls


No dia seguinte chegámos a Byron Bay. Mas antes disso ficámos a conhecer uma faceta até então desconhecida da Fanny: a Fanny tem uma fobia de lagartos, de todos os tamanhos e todas as cores. Estamos a preparar-nos para sair do bush quando a Fanny tem um encontro imediato com um lagarto, não um daqueles pequeninos mas um monstro de 1,5 m de comprimento, quase um crocodilo. Foi carinhosamente apelidado de Godzilla. Ora quando a Fanny vê o Godzilla fica branca, agacha-se em posição fetal e desata a chorar. A partir desse dia o Godzilla assombrou a Fanny em todas as suas idas à casa de banho. Ainda fizemos um trekking no dia seguinte, que foi mais um trauma para a Fanny que nesse dia viu mais lagartos do que na vida toda. Ia-lhe dando uma coisinha má.

Byron Bay foi uma paragem no ritmo um bocadinho alucinante de viagem que estávamos a fazer. A verdade é que o sentimento de total liberdade invadiu-nos com a vontade de ir a todo o lado. O que na Austrália pode ser complicado. Por isso foi bom ficar dois dias em Byron, acampados no parque de estacionamento do Arts Factory, um hostel de inspiração modern-hippie, com todos os confortos mas com aquelas actividades dos hippies. Modernos. (Fazer massagens e tocar guitarra enquanto balançam as rastas ao sabor do vento). Conhecemos uns quantos locals, coisa que se foi tornando hábito pelo caminho. Em Byron conhecemos o Raphael, mestre da pista de dança do Cheeky Monkeys, rei e senhor da noite de Byron. Também ficámos a conhecer a música-sensação do arts factory: Skippy the bush Kangaroo. Num concerto que marcou para sempre as nossas vidas, o autor, deste poema épico, ainda um ilustre desconhecido (não por muito tempo é certo) cantava esta música de forma claramente sentida: skippy the bush kangaroo, he's coming after you. Como disse, um poeta.




Byron Bay

O farol de Byron Bay

Depois de Byron seguiram-se mais umas cidades: Coffs Harbour, Crescent Head, Port Macquarie, Seal Rocks, Port Stephens.... no próximo post.

terça-feira, 22 de março de 2011

Australia's next top model

Ontem tivemos uma sessão fotográfica para a campanha de marketing da faculdade. E por isso lá fomos nós nos nossos business suits tirar fotografias enquanto fingiamos que estávamos a trabalhar "Olha mostra aí esse gráfico, ah que giro, sim senhora.... Isto não é nada ridículo".

Ao que parece eu vou ter que dar um testemunho num evento qualquer e por isso tive de tirar fotografias à parte. O fotografo, muito simpático tentava motivar-me com o seguinte discurso: " Yes, give it to me, yes! You nailed it, that's it, that's it, now look over here...yeah!! You got the job! You've got it!". Se aquele discurso funciona com as modelos eu não sei, mas a mim só me dava vontade de rir enquanto tentava fazer uma cara de master-graduate-super-competente. Isto enquanto agarrava um livro de business statistics.

Entretanto já mudei de casa, estou a viver em bondi, numa casinha limpinha limpinha (pelo menos em comparação com a Abercrombie, é um mimo - até tomo banho sem chinelos!!!!!) Tem um patio com um sofá espectacular, onde descanso depois dos 8km da universidade até casa - oh yeah! vou e venho de bicicleta! I've nailed it!.

Também ando meio afogada em trabalho mas eu JURO que vou começar a escrever sobre a viagem. Só preciso de ter um dia livre e cheio de inspiração.

terça-feira, 8 de março de 2011

já volto....

... estou só a tratar de arranjar casa e fazer as mudanças e prometo que volto para falar da viagem.
Entretanto fica um por do sol dos milhares que vimos, este na tasmânia. Só para deixar agua na boca.

terça-feira, 1 de março de 2011

O Natal, o fim de ano, as férias (ou o que e que eu andei a fazer desde o último post)

Antes de mais vamos encarar a minha falta de posts como um sintoma de que andei muito ocupada a divertir-me à grande para escrever (na realidade foi um misto de preguiça e falta de tempo).
Depois de acabar as aulas e entrar nas grandes férias de verão achei que era boa ideia arranjar um trabalho para me ocupar nos intervalos de ir à praia e para juntar uns dólares para gastar a viajar, em gasolina e latas de atum. Vai daí começo a trabalhar num restaurante em Darling Harbour especializado em comida australiana: no fundo qualquer prato que inclua grandes quantidades de carne, muitas batatas fritas e molho BBQ.

Foram semanas passadas a aprender que ser empregada de mesa afinal não é assim tão fácil como parece: são os clientes impossíveis que queriam só um tomate na salada e a salada veio com dois, são as horas de pé a correr de um lado para o outro até ao ponto de pedir para ir ao WC só para me sentar uns minutos, são os erros constantes de alguém como eu que se achava mistake-proof. Mas tudo chegou ao fim comigo a contar os dias para viajar e a rechear a conta para umas férias que se previam nada baratas.

Lá pelo meio veio o Natal, que passou por mim sem dar muito por ele: estava calor, andava ocupada a potenciar o meu bronze e a trabalhar. Desejei Feliz Natal inúmeras vezes mas estranhei-o sempre; apreciei as decorações na rua mas tanto me fazia se eram renas ou palhaços; ofereci e recebi presentes mas nunca senti que era Natal. Fizemos uma jantarada lá em casa (à qual cheguei atrasada porque estava a trabalhar) que durou até as tantas: acho que no fundo estávamos todos a tentar calar com a loucura da festa as saudades da família e amigos.

Lá para o fim de Dezembro, como de costume, chegou o fim-de-ano e se me perguntarem daqui a uns anos como foi a minha passagem de ano em Sydney vou mentir e dizer que sim senhora, vi o fogo de artifício por cima da ponte e foi muito, muito lindo. Na realidade estava, claro, a trabalhar, e o único fogo de artificio que vi foi de esguelha entre os guarda-sóis do restaurante em Darling Harbour.

No dia 14 de Janeiro, depois de arrumar o meu quarto para o deixar de vez partimos para a nossa viagem: eu, o Miguel, a prima do Miguel e a Fanny. Durante um mês e meio vivi em três vans diferentes, com três grupos diferentes em três viagens com filosofias muito diferentes: na primeira bronzear, na segunda visitar, na terceira guiar (eu sei, até parece o eat pray love...). Algures na próxima semana começo a relatar a aventura, com a ajuda do nosso diário de bordo que fomos mantendo durante a viagem e devidamente acompanhado das fotos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

My first shark

Estávamos em Manly, de barriga para cima, a tostar sob o sol sem camada de ozono australiano. Fui à àgua e dos altifalantes ouve-se: "Atention people in the beach and in the water. There has been a possible shark sight. Please get out of the water". Eu, que estava a arrefecer-me num belo banho refrescante, saio a correr de dentro de àgua no meio dos gritinhos histéricos das adolescentes. Em 2 minutos a àgua estava vazia.

Claro que 30min depois o calor obrigou toda a gente a arriscar a a vida para acalmar o calor.

Foi a primeira ameaça de tubarão na Austrália. Sinto-me um bocadinho mais Australiana.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O shopping

Viver numa casa com mais 6 pessoas tem, entre outros, o inconveniente de nao se ter muito espaço nem nas prateleiras, nem no frigorifico. E por isso tenho de passar a vida no supermercado que ja vai sendo a minha segunda casa. Ora nunca me tinha ocorrido (isto vai parecer terrivelmente burguês) que ir às compras de supermercado sem carro e algo muito complicado: ou nao se compra nada ou entao e uma peregrinação de volta, a balançar sabe-se la quantos sacos e a mandar vir "que um par de maos nao chega".
Estas considerações fazia-as eu nos dias em que nao ia de bicicleta e ia as compras com fome (como se sabe ir as compras com fome e receita para asneira): e bolachas, chocolates, "ah vou fazer aqui um pitéu no forno com queijo-molho-manteiga-molhinho-tudo-o-que-tiver-muita-gordura". Acaba-se com vinte sacos, sem ter onde os levar e muitos dólares mais pobre.


Para evitar tais desgraças comeca-se a ir as compras de calculadora na mao. E nao sou so eu: por todo o supermercado se ve os jovens (claro) a fazer contas a vida, com os telemoveis na mao a espreitar os preços. Se quero maçãs vermelhas mas as verdes estao em saldo, entao esta semana so se come maçãs verdes.... Apetecia-te peru? Olha azar, comes frango que esta em saldo (sim ha saldos na comida). Ja comprei iogurte natural porque estava em desconto (coisa que eu odeio), quilos de kiwis porque estavam em promoção (claro que o resultado foi brilhante) e ate atum fumado porque era mais barato que o normal (havia claramente uma razão para ser mais barato). Depois dos cálculos bem feitos e de alguns sacrificios (se cafe solúvel ja e mau, cafe solúvel da marca própria do supermercado e indescritível), segue-se a tarefa mais complicada: levar as compras para casa. E e ai que o pragmatismo australiano entra em acção: nao tens carro? leva o carrinho ate casa. E e assim que os estudantes-emigrantes Europeus, empobrecido por um pais demasiado prospero se vem no papel de quase sem abrigo: a empurrar o carrinho do supermercado pela rua abaixo, a tentar equilibrar um carrinho que nao foi feito para o outdoor em ruas inclinadas, a tentar contrariar a orientação nunca certa do carrinho. Nao e tarefa fácil. Nao e de todo tarefa para fazer sozinha. Por isso as compras de supermercado tornaram-se a outra coisa que as raparigas na Australia fazem aos pares (alem de ir a casa de banho).


A outra solução que ja equacionei e comprar um daqueles sacos que as velhotas carregam para a mercearia. Quando esse dia chegar, eu aviso.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Surf

Ontem fui surfar. Estava meio metrinho, daquele que o Tiago só ia insultar. Começou por estar sol e de repente caiu uma chuva tropical terrível, e foram os relâmpagos que me arrancaram da àgua. A minha remada está uma miséria mas a pranchina, ou Ugly Betty como eu lhe chamo, safou-se muito bem.

Ontem fui surfar... e agora ninguém me pára! (nem os tubarões!)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Australian oddities #3

Os hobbies. Os hobbies, mais concretamente os desportos, deveriam ser actividades lúdicas. No sentido de nos divertirem, nos fazerem saltar de alegria ou até chorar de emoção. Levados ao extremo, os desportos despertam paixões e até ódios viscerais (como por exemplo o meu ódio de estimação pelo Benfica).

Mas... não para os Australianos. Para eles os desportos tem um significado completamente diferente. Emoção? Ritmo? Rapidez? São as últimas coisas que uma pessoa precisa quando quer é relaxar e beber mais uma cerveja. Porque é para isso que os desportos nacionais Australianos servem: mais uma boa desculpa para beber umas cervejas e fazer um barbeque (eléctrico, entenda-se). Já aqui tinha falado do rugby e da desilusão que aquilo foi. O cricket ao que parece ainda deverá ser pior, com jogos a durar dias e dias que é para maximizar o tempo lúdico da bebedeira. Mas melhor melhor são as corridas de cavalos.

Na verdade esta ideia de ver cavalos a correr chicoteados por homenzinhos de palmo e meio, ambos num esforço suado a lutar contra o tempo enquanto senhoras de figura distinta equilibram chapéus impossivelmente elaborados na cabeça e copos de cocktail na mão, é uma ideia que não nasceu na Austrália. Claramente foram roubar este conceito à terra de nossa Majestade. Mas se eu até consigo perceber a emoção da corrida de cavalos, a dimensão à qual eles elevam as corridas é perfeitamente idiota. O país pára para ver as corridas. O meu professor de economia fez uma pausa para irmos todos assistir à última corrida da época. No restaurante, sentia-se a emoçaõ no ar: tudo de copo de cerveja numa mão, senhas das apostas na outra, a olhar para o ecrã com um sorriso nervosinho. Começa a corrida e...... acaba 10 minutos depois. E é isto a corrida de cavalos. É tipo gratificação imediata: não se sofre durante 90 minutos, não há penaltis, não há match point... não. Soa o aviso, correm os cavalinhos, dão duas voltas ao estádio e pronto já está. Bebe-se cerveja antes, durante e depois das corridas e fica tudo feliz!!

Confesso que continuo a não entender estes hobbies...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Deloitte InfoConnect

Apresentámos ontem o nosso projecto para a Deloitte. Foi um dia recheado de nervosismo, de hesitações, de unhas roídas porque fomos o último de 7 grupos a apresentar. Da ideia do farmville na vida real acabámos com análise de dados para empresas de telecomunicações para usar a informação que possuem dos consumidores para gerar publicidade location-based numa aplicação num telefone.

Quando chegámosà sala nos escritórios da Deloitte sentimos logo o peso de um acontecimento importante: todas estas pessoas que vieram para ver os nosssos pitches, pessoas importantes com ar de quem põe e dispõe de uma das maiores consultoras do mundo. E nós ali, para apresentar uma ideia na qual não acreditávamos particularmente, mas que era a única que ainda valia alguma coisa.

Um dos meus colegas de grupo passou a tarde toda nervosíssimo enquanto ouviamos todos as outras ideias dos outros grupos. Havia claro ideias mais brilhantes mas também mais estúpidas que a nossa mas se alguma coisa se destacou foi a nossa apresentação: fizemos um vídeo à pressão  para demonstrar a nossa idea que foi narrado ao vivo e foi alto sucesso. O nosso colega lá conseguiu gerir os nervos e saiu-se muito melhor do que aquilo que nós esperávamos.

E pronto, acabou o grande pesadelo do projecto da Deloitte. Fomos logo jantar fora e comemorar que só o facto de termos acabado é já uma vitória!


O vídeo-maravilha

http://www.youtube.com/watch?v=Fj7MJn5qDTw

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

É oficial....

.... começou o Verão. Estão neste momento quase 30ºC e eu estou prestes a começar a pior altura do semestre: ainda tenho dois trabalhos de grupo por fazer e três exames à minha espera (entre os quais finanças- ahh coisa boa!!). Lá em casa, os que trabalham vão passar o fim-de-semana na praia enquanto eu vou estar fechada com o meu grupo a trabalhar no projecto da Deloitte  - o adorado projecto da Deloitte.

A luz ao fundo do túnel são os três meses de férias de Verão que me esperam. E um fim-de -ano no Verão, e os meus anos com calor.Plano de verão: alugar autocaranas e ir por essa costa australiana fora com nenhuma preocupação além da praia onde vamos a seguir e obter um bronze uniforme.

Alguém se quer juntar??

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Australian Oddities #2

Porque é que os australianos adoram andar descalços no meio da faculdade, no meio da rua, em todo o lado?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Australian oddities #1

De onde vem a paixão dos australianos pelas carpetes??

domingo, 10 de outubro de 2010

Heaps of fun!*

* a palavra que os australianos mais usam, a par de mate e awesome.

Depois de trabalhos de finanças, de começar um podcast (sim, tenho de fazer um programa de rádio) e de escrever um essay (conheci esse bicho estranho pela primeira vez) chegou a altura do spring break, as tão ansiadas férias.

Como o pessoal aqui varia entre os cromos e os que simplesmente não querem nem saber porque isto é o erasmus deles, já andava uma grande parte da minha turma de férias, a subir a costa até brisbane alegremente. Já eu, o meu estado de espírito varia entre o achar que até controlo a situação e o absoluto pânico, e por isso fiquei para trás a estudar e encontrei-me com a turma toda em brisbane.

Sempre tinha ouvido maravilhas de Brisbane: o sol, o calor, a praia mesmo ali ao lado. Eu acho que o encanto de Brisbane advém somente do que tem à volta: a goald coast a baixo e a sunshine coast acima. Parece-me que as pessoas chegam a brisbane tão encantadas com as praias que viram que nem se apercebem da cidade onde estão. Porque brisbane objectivamente, não tem nada de especial: meia dúzia de jardins, uma praia artificial ao pé do rio, um rio que sim senhora até é engraçado, mas nada mais. Inicialmente pensei que a razão fosse o facto de ser uma cidade relativamente recente, como aliás são todas as cidades na austrália: não têm o peso da história das cidades Europeias. Mas na realidade Sydney tem o seu encanto, e tem coisas para ver. Já Brisbane, ao o turista, tem muito pouco para oferecer.

Por isso, dois dias depois estavamos a entrar no avião para Mackay sendo o destino final Airlie Beach. Da grupeta toda que estava em Brisbane só restaram 4 a ir para Airlie Beach; eu, a Rita, portuguesa e estudante do CEMS que está a fazer o seu exchange cá, a Eleni, grega e o Michal, da República Checa. Chegamos a Airlie Beach pela noite e fomos sair para um bar. Imediatamente começo a aperceber-me que estou no meio do Spring Break australiano num sitio de praia e recheado de bares. O ambiente é da maior festa, e sente-se que os estudantes estão todos ali para o mesmo: apanhar sol e esquecer por uns dias as chatices que os esperam em casa.

No nosso primeiro dia em Airlie Beach decidimos ir ver como iriamos passar os restantes dias. Percorremos incansavelmente as agências de viagens à procura dos melhores preços para fazer aquilo que queríamos: ir à barreira de coral e à Whiteheaven Beach. Ora rapidamente me apercebi de duas coisas: primeiro que arranjar bons preços seria impossível (duh, estamos na australia) e segundo, viajar com pessoal da minha turma não é muito fácil (coisa que eu já suspeitava): todos têm uma personalidade fortíssima que se traduz muitas vezes numa teimosia cansativa, e como é lógico, agradar gregos e troianos é sempre difícil. De qualquer das formas, lá conseguimos marcar as coisas todas e arrastámo-nos debaixo do sol do meio dia de clima tropical até à lagoa. Como se sabe na Austrália há mais coisas que nos podem matar por metro quadrado do que em qualquer outro sitio do planeta. E Airlie Beach não é excepção: entre as alforrecas e os crocodilos do  mar (imagine-se!!!) o mais seguro é não meter o pé na àgua, e, por isso, apesar da praia ser muito bonita, com palmeiras a confirmar a atmosfera tropical, acaba tudo na lagoa, uma espécie de piscina com areia (grande desilusão).

No dia seguinte foi dia de barreira de coral. Partimos de manhãzinha e no barco fomos sendo informados dos perigos do mergulho, e depois de respondermos a uma data de perguntas, à Eleni foi-lhe dito que não poderia mergulhar pois tinha tido episódios de desmaio quando era miuda. Muito bem, ficamos reduzidos a 3 mergulhadores. Confesso que a esta altura, depois de exaustivamente nos relatarem os perigos do mergulho e todos os procedimentos de segurança eu começava já a recear um novo episódio de "síndrome-do-pânico-no-túnel-do-vietname", o que debaixo de àgua não ia ser nada giro. Partilho as minhas ansiadades com o resto dos mergulhadores e o Michal, no seu inglês de quem ainda luta com os tempos verbais me diz "No problem It's good". Pois.

Chegamos à plataforma do reefworld onde se faz o snorkelling e o mergulho e começamos logo a vestir o equipamento: uma fato anti-alforrecas, com capucho e luvas, que nos faz parecer uns teletubbies, um segundo fato de neoprene coçado que demora 20 horas a vestir, um cinto de pesos, e a mochila com a garrafa de gás. Com tudo isto às costas, descer os degraus até à plataforma de onde iriamos mergulhar foi um desafio. Na plataforma, uma espécie de piscina no mar, a instrutora lá nos diz para por o respiradouro na boca (à falta do termo técnico é como passarei a descrever aquilo que se põe na boca para respirar). Aquilo fora de àgua não é muito fácil, é preciso fazer imenso esforço para respirar. Pensamento imediato "isto não vai correr nada bem". Mas depois de pôr a cabeça debaixo de àgua aquilo lá facilitou. Muito bem, nervosismo -1. Ainda lá em baixo começamos a treinar tirar a àgua da máscara e do respiradouro . Ora eu a tentar o segundo procedimento, imediatamente engulo àgua e tenho de vir ao de cima tossir. Pensamento imediato "se isto acontece lá em baixo estou feita". Nervoso miudinho retoma aos valores iniciais. Quando damos por iniciado o mergulho, a instrutora puxa-nos para baixo e nós, com os movimentos limitados por um fato de teletubbie e uma camisa de forças de neoprene mais 50kgs quilos as costas, parecemos uns bonecos animados a flutuar meio à deriva. Ela lá nos ajuda a sair da plataforma um a um e nesse momento a visão dos peixes e dos corais faz o nervosismo desaparecer por completo: os peixes não têm medo nenhum de nós, passam-nos por cima, por baixo, mesmo ao lado, e é inacreditavel. A sensação de estar completamente livre debaixo de àgua é o concretizar das fantasias de infância em que brincávamos de sereias. Somos agora verdadeiros seres do mar, a observar de perto as anémonas, a pegar num sea cucumber (uma coisa nojenta, esponjosa e verde) e a nadar livremente.

Depois do mergulho, voltamos a plataforma e fomos fazer snorkelling e depois almoçamos e voltamos no barco para casa. Nessa noite estavamos todos exaustos mas tudo com um sorriso na cara.

No dia seguinte fomos passear na rainforest. Para aqueles lados o clima é de facto tropical e eu senti-me de novo em casa com os dias nublados, as chuvas repentinas, o calor abrasador e a humidade constante (hello Macau!). No passeio da rainforest fomos tomar banho numas cataratas e fomos passear na floresta propriamente dita. Almoçamos numa praia com coqueiros e fomos apanhar uns quantos que o guia abriu e esivamos a comer côcô fresquinho à beira-mar. Na rainforest o guia ia-nos explicando as propriedades e curiosidades de muitas das plantas que encontramos. Vimos a àrvore da noz moscada, aprendemos como funciona o ecossistema da floresta (foi muito pedagógico) e confirmámos a teoria de que de facto na austrália tudo nos quer matar. Nem as plantas brincam em serviço: vimos uma espécie de urtiga que ao que parece basta roçarmos nela que os espinhos que são finissimos ficam presos na pele e libertam uma neurotoxina que nos deixa a gritar de dores durante semanas. E é uma plantinha aparentemente tão inofensiva!

Nessa noite fizemos para jantar wraps de atum, que depois de pagarmos estes cruzeiros todos o orçamento já estava escasso. E como encontrámos uma pizzaria bastante barata andámos a comer pizza o resto dos dias (ainda não consegui voltar a comer pizza).

No último dia em Airlie Beach fomos de novo de barco dar uma volta às Whitsunday Islands com o objectivo principal de ver a tão famosa praia de Whiteheaven Beach e tirar a famosíssima fotografia no miradouro que dá para as moving sands. Começámos por parar numa baía numa das ilhas onde fizemos snorkelling durante mais de uma hora (é impressionante o tempo que se consegue gastar a olhar para peixes.) Depois do snorkelling, voltámos para o barco que zarpou rumo à famosa praia. Se antecipávamos uma praia deserta ao estilo caraíbas, com o areal só para nós tivemos alguma desilusão: o areal de 7km estava povoado de gente que, tal como nós, achou por bem aproveitar o spring break para ir experientar um bocadinho do paraíso australiano. Ainda assim, não sendo aquilo que os postais prometem, a praia é incrível: a areia é tão branca e tão fininha que parece farinha; a àgua é tão azul turquesa que parece que estamos numa piscina e a temperatura só confirma essa impressão. Em Whiteheaven reencontrámos os nossos amigos da turma que estavam lá a acampar, naquilo que é o verdadeiro acampamento selvagem: não há àgua canalizada e por isso a cada pessoa que entra na ilha dão um garrafão de 5lt de àgua por dia que tem de servir para tudo, do beber ao lavar a roupa. Também não há electricidade e por isso, pelo que ouvi, ir à casa-de-banho a meio da noite, no meio dos barulhos dos animais e da escuridão total não é nada fácil.

Depois de almoçarmos na ilha,(um belíssimo barbeque) voltamos para airlie beach não sem antes apanharmos todos um escaldão. Nesse dia era os anos da Eleni pelo que fomos de novo sair à noite. Juntaram-se a nós mais outro grupo da nossa turma que vinha de Frasier Island e ia continuar as suas férias pelas ilhas.

No dia seguinte foi dia de regresso a casa. No entanto, aquela que parecia uma viagem bastante tranquila transformou-se num pequeno pesadelo: quando chegamos ao aeroporto de Mackay, é-nos anunciado que o avião onde era suposto irmos tinha "atropelado" um pássaro no voo anterior e como tal, não sabiam se poderia voltar a voar. Como não havia nenhum engenheiro em Mackay que atestasse que o avião estava bom, tiveram de mandar vir um engenheiro de Cairns, o que demora o seu tempo. Como tal, perdemos o voo de ligação em Brisbane e a Jetstar, esse exemplo espectacular no que toca ao serviço a cliente, não nos pagou o alojamento até ao dia seguinte. Como tal, e visto que já andávamos todos a planear comer atum o resto do mês para poupar dinheiro, acabámos a dormir no aeroporto internacional, onde fizémos um acampamento com os sofás que lá havia.Escusado será dizer que entre a luz fluorescente e os constantes anúncios nos altifalantes pouco dormimos. E eu com uma entrevista para o meu podcast marcada para o dia seguinte mais trabalho de grupo... parece-me que começámos a pagar cedo o preço de uma viagem de sonho.

As fotos não estão por ordem porque o blogger não me deixa, sorry for that mates.




Brisbane 


Praia falsa em brisbane

As cataratas
Airlie Beach
Airlie Beach
Rumo à barreira de coral
O professor de mergulho
A noz moscada tropical


A urtiga demoníaca
A caminho de whiteheaven beach
Whiteheaven beach
Whiteheaven beach
No barco

No miradouro para as moving sands
As moving sands



No nosso acampamento no aeroporto




Ainda em brisbane